A BRS Kurumi é uma cultivar de capim-elefante (Pennisetum purpureum Schum. ou Cenchrus purpureus) desenvolvida principalmente para sistemas de produção animal sob pastejo.

Desenvolvida pelo Programa de Melhoramento Genético de Capim-elefante da Embrapa, a cultivar resulta de cruzamentos entre Merkeron de Pinda (BAGCE 19) e Roxo (BAGCE 57). Apresenta porte baixo, intenso perfilhamento, elevada proporção de folhas, rápida expansão foliar e boa capacidade de rebrota.

Forragem de BRS Kurumi

Dados técnicos

  • Nome científico: Cenchrus purpureus ou Pennisetum purpureum Schum.
  • Cultivar: BRS Kurumi — Merkeron de Pinda (BAGCE 19) × Roxo (BAGCE 57).
  • Fertilidade do solo: alta.
  • Forma de crescimento: semiaberta.
  • Altura de manejo citada: 0,7 a 0,8 m.
  • Utilização principal: pastejo direto.
  • Digestibilidade: boa.
  • Palatabilidade: boa.
  • Ciclo vegetativo: perene.
  • Origem: Brasil — Embrapa.

Os valores produtivos e nutricionais acima reproduzem a ficha publicada no artigo histórico e variam conforme ambiente e manejo.

Implantação e fertilidade

A cultivar é recomendada para solos profundos e bem drenados e é exigente em fertilidade. O artigo original registra que períodos secos prolongados reduzem a produção de forragem e destaca a importância de as plantas estarem bem enraizadas antes da estação seca e da ocorrência de geadas.

O conteúdo histórico indica implantação no início do período chuvoso. Para Sudeste e Centro-Oeste, citava como referência o intervalo entre meados de novembro e meados de janeiro; para a região Sul, a primavera. Essas janelas devem ser ajustadas às condições climáticas locais.

O plantio é vegetativo, por estacas ou colmos. No conteúdo histórico, o estabelecimento tradicional é descrito em sulcos com cerca de 20 cm de profundidade e espaçamento entre 50 e 80 cm. O artigo também cita pH acima de 5,5 e saturação por bases entre 50 e 60% como referências históricas de fertilidade. A correção e a adubação, porém, devem ser definidas por análise de solo e recomendação agronômica.

BRS Kurumi utilizado em pastagem bovina

Manejo sob pastejo

A forma preferencial de utilização é o pastejo em lotação rotacionada. O artigo original cita entrada dos animais quando o pasto alcança aproximadamente 75–80 cm e retirada com 35–40 cm.

A qualidade nutricional e a elevada proporção de folhas estão entre os principais diferenciais associados ao BRS Kurumi. Fertilidade, adubação, disponibilidade hídrica e manejo de altura devem ser considerados em conjunto.

Referências